Olá! Tuduuuuu…
Mais um tema nas Crônicas do Lenhador da Casa Sommer…
Aqui, eu busco afiar as palavras como quem afia o machado: com calma, precisão e muita intenção.
E hoje, mais uma história, mais uma reflexão… pra cortar o que pesa e deixar só o que vale.
Ontem, domingo, me peguei rindo — meio nervoso, meio sem graça — dessa cena repetida que, aqui na terrinha, já virou quase tradição… Eita… É Uberaba!
Você conhece alguém, tem algum contato — e nem estou falando de intimidade, talvez só um “esbarrão” mais próximo — e depois, quando encontra de novo, a pessoa passa o famoso carão. Finge que não te conhece.
Só que ontem foi pior: o cara mora no mesmo condomínio que eu.
Pra contextualizar: no Carnaval, lá no aeroporto em Belo Horizonte, ele já tinha fingido que eu era invisível. Acho que o motivo era porque estava com o boy… E, tudo bem… só que acho curioso — até meio ridículo — porque ele trabalha no comercial de uma loja onde, inclusive, eu já comprei algumas coisas com ele.
E aí… ontem, no estacionamento, ele me viu. Parou o caminho. Me esperou sair com o carro pra gente não se cruzar. Como se a minha presença fosse… um obstáculo, um risco… ou algo muito incômodo.
Que, de fato, deve ser mesmo… quem sabe não sou uma boa pessoa?
E eu ali… sem saber se ria ou se soltava um: “preguiça!”
Tenho notado que isso acontece muito por aqui. Parece que todo mundo meio que se conhece… e meio que se evita também. A gente sabe que rola aquele famoso rebu… o rebu das gays. E tá tudo bem!
E olha, eu evito entrar nisso de todas as formas. Mas acontece, né? Não estou imune… ninguém está. Seja por conhecer como colega, ou qualquer outra coisa…
E aí eu me pergunto — ou encaro como uma provocação: será que essa cultura do “carão”, do bloqueio, do fingimento… não diz muito mais sobre o medo que a pessoa tem?
Medo de ser visto? De ser lembrado? De ser, de fato… reconhecido?
Não sei… só sei que dá muita preguiça!
Do nada, as pessoas pedem pra te seguir nas redes… e, logo depois, te bloqueiam. Faz sentido?
E olha — não sou santo. Quando era mais novo, dei muita bobeira… e, às vezes, até hoje, por descuido.
Sou meio desatento, confesso!
Mas será que a gente precisa disso?
Precisa mesmo passar carão nos outros?
E veja bem: não estou falando daquele ex, daquela amizade que te machucou…
Nesse caso, se proteger é legítimo, faz parte.
Mas… e quando não tem motivo?
Quando é só um desconforto, uma insegurança, um medo bobo…?
Às vezes penso: será que não seria mais leve simplesmente reconhecer o outro?
Mesmo que só com um olhar, um aceno…
Isso não quer dizer que a pessoa quer algo a mais. Só significa reconhecer a existência do outro nesta vida! Uai…
Enfim… sem moralismo, sem lição de vida.
Só deixo essa reflexão: será que esse carão é sobre o outro… ou sobre nós?
Conta aí… como é na sua cidade?
Você também vive esse tipo de coisa?
E assim sigo…
Cortando só o que atrapalha…
Deixando espaço pra tudo que é verdadeiro florescer.
Então fica aí… meu forte abraço de urso — meio lenhador, meio bicho do mato — mas sempre de coração aberto!
Até a próxima!

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