Afinal, o que é a modernidade e ser moderno?

Nos últimos dias dessa semana, os questionamentos apontados no blog “Raizes da Modernidade”, espaço virtual que corresponde à disciplina de Ciclo Comum da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), sobre a modernidade, perturbaram os meus pensamentos nas horas vagas. “Afinal, o que é ser moderno? Até que ponto ser moderno é algo positivo ou negativo? O que nos torna diferentes de outras gerações? Você é moderno?”.

Segundo o dicionário, moderno: é relativo aos nossos dias; aquilo que é recente; hodierno. E a modernidade é o estado ou qualidade do que é moderno. Realmente, sendo sincero, só isso não bastou. Acho que esta definição ficou vaga.

Ao pesquisar a “história do mundo”, o conceito moderno tem origem com a Filosofia Moderna, que tem como pai, o filósofo René Descartes. Ele iniciou a era do conhecimento da racionalidade. Com esta filosofia houve uma quebra no pensamento e o homem passou a ser o sujeito do conhecimento, a questionar a sua realidade e a criar o domínio sobre à sociedade e a Natureza, dando origem a tecnologia.

A tecnologia proporcionou a criação de maquinas a vapor, eletricidade, avanços na medicina, literatura, meios de comunicação e de massa, transporte, música e uma gama de itens. Este pensamento moderno foi imprescindível para as Revoluções: Francesa e Industrial.

Além disso, na primeira metade do século XX, assistimos ao Movimento Modernista, que buscava a criação de uma nova cultura. Neste período houve uma quebra muito grande de conceitos e os reflexos foram novas propostas para os segmentos como: design, literatura, artes plásticas, organização social e vida cotidiana.

“Mas afinal, o que é ser moderno?”. Tendo como base o movimento modernista, que foi intenso e proporcionou o diálogo entre o “ultrapassado” e a necessidade do “novo”, resultou em inovações e tendências contemporâneas. Logo, penso que ser moderno é estar aberto a novos diálogos entre as necessidades do novo e antigo. É guardar as experiências passadas e se projetar para as novas. É ter a capacidade de pensar e raciocinar por si mesmo: “Penso e logo existo”.

Creio que a modernidade proporciona avanços, porém, a forma que utilizamos nos prejudica. Devido à dedicação ao trabalho, que o mundo capitalista exige, todos foram levados a uma vida mais prática.

Um problema mundial veio junto com a praticidade, a dengue. A doença que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em água parada. O descarte irregular dos objetos produzidos em massa aumentou a procriação deste vetor. Para exemplificar, em Uberaba, o último levantamento de índice, realizado entre os dias 14 e 16 de março, apontou que dos 27,4% dos focos encontrados eram nos resíduos descartáveis (lixo). Lembrando que a cidade já viveu uma epidemia da doença em 2006, onde mais de 5 mil pessoas foram acometidas.

Um lado positivo da modernidade está na quebra de fronteiras que o cyberespaço proporcionou. A interação via internet entre diversos povos e de línguas diferentes que se comunicam mesmo sem saber a língua ou dialeto, passou a ser possível com os tradutores, como o Google Translater. Além disso, acompanhamos os acontecimentos do mundo instantaneamente. Como o terremoto, tsunami e risco de contaminação radiológica no Japão, ou até mesmo, os fatos no regime de Muammar Kadafi, na Líbia.

A dengue e a internet são alguns exemplos do lado negativo ou positivo da modernidade. É importante destacar que os recursos possibilitados pela modernidade são possíveis graças ao acúmulo de conhecimento ofertado pelas gerações passadas.

Se hoje possuímos tecnologia de ponta é graças aos pensadores ou cientistas que criticaram a forma de ver o mundo, na época em que se encontravam. Os mesmos desenvolveram meios (tecnologia) para modificar ou facilitar a realidade ou época, no qual estavam inseridos.

Penso que ser moderno é acompanhar as evoluções do mundo contemporâneo, não necessariamente na aquisição de bens de consumo, mas saber da existência de recursos que possibilitam o melhor desempenho das atividades humanas. É estar aberto as mudanças proporcionadas entre os diálogos do que é passado – sendo que na atualidade, o presente se torna passado muito rapidamente – e a busca pelo novo. É ver o mundo de uma maneira diferente e ser racional.









2 comentários:

  1. Muito bom João o que você postou!! E ser moderno é assim mesmo... estar aberto as novas mudanças!! Abraços Karine

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  2. Poxa, obrigado. Esclareceu muitas dúvidas existenciais.

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